terça-feira, 24 de março de 2009

ultima dose




Toda distancia entre nos para mim são milhões de anos luz
E eu estou aqui brilhando por você
Porque talvez um dia você veja minha luz
É como dar partida a batalhas de uma guerra onde você sabe que não será vencida
Quando você acha todas as respostas para todas as perguntas
você se lembra que esqueceu de vivenciar as perguntas
Então bem vindo ao fim do mundo
Saboreie cada gota de sua vida, ela será a última dose

segunda-feira, 16 de março de 2009

sozinha.



Não me abandone, eu não sei viver sozinha
Porque cada esquina q eu olho
só vejo sofrimento e dor
A vida não foi “legal” comigo, não quer dizer q não será com você
Apenas uns nascem com a sorte dos outros

Eu escolhi ser sozinha
Não porque achei que era melhor pra mim
cada um luta com as armas que tem
sou guerreiro fraco, ferido e sem amor próprio
E você já deve imaginar meu fim
Fim...
Quem é capaz de saber o fim?
A vida é estranha
Quanto mais eu vivo mais tenho medo

Mas tenho razões para mentir
Eu não gosto de mentir
Os erros são meus, mesmo que eu diga que não
Eu não vou agora,
apenas parei pra pensar um pouco, sozinha...
Não faça isso, não vale a pena

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

. clarisse - legião urbana



Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos...