segunda-feira, 2 de julho de 2012
Não me canso de procurar a beleza.
Ou ela não cansa de se apresentar.
Mesmo em um quarto de hospital o anoitecer vem me sorrir por de tráz dos predios, de uma cidade cinza para muitos.
Mais cinza estava minha alma;
Mas basta ter olhos para ver e coração para sentir
Toda beleza pode estar a sua frente
Lembre-se de abrir as cortinas cinzas da dor e da rotina.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
agudez.
Meu melhores amigos ultimamente eu tenho observado que são os livros, as músicas, a arte. As pessoas cada dia mais tornam-se estranhas e normais, toda admiração que antes eu depositava nelas estão se esgueirando por seus olhos e suas bocas. Mesmo o amor que antes cantava em meu coração eu tenho deixado de lado, engolido. Como se a dor, a alegria, a tristeza ou mesmo a paixão nunca houve se manifestado em mim.
Cada palavra que ouço me enerva e me enoja, em compensação tenho me tornado a cada dia uma atriz melhor, elas acreditam em meus sentimentos mesmo eles não alcançando meus olhos. Cada lágrima que vejo brotar dos olhos de alguém por motivos tolos embrulha meu estômago, mas sou capaz de dar meu ombro amigo. Não que eu precise das pessoas ou elas de mim, apenas é a conduta do ser humano, existem hábitos, e esses hábitos não precisam ser entendidos. Apenas realizados.
Todas as pessoas andam iguais e cinza. Cinza não, eu gosto do cinza. Talvez estejam todas amarelas por fora, brilhantes, mas quando abrem a boca o cheiro de potrificação de seu interior é insuportável, a menos que você esteja tão podre quanto elas.
As vezes me pego pensando no passado, tentando fazer com que ele volte. Mas logo modifico meu pensamento. O passado era bom porque passou, enquanto eu vivi ele eu não era tão feliz. A felicidade sempre foi e sempre será apenas momentos que passarão. Graças ao bom deus! Afinal quando a felicidade permanece em mim, eu me torno como as outras pessoas amarelas fosforecentes: idiota e podre.
Cada palavra que ouço me enerva e me enoja, em compensação tenho me tornado a cada dia uma atriz melhor, elas acreditam em meus sentimentos mesmo eles não alcançando meus olhos. Cada lágrima que vejo brotar dos olhos de alguém por motivos tolos embrulha meu estômago, mas sou capaz de dar meu ombro amigo. Não que eu precise das pessoas ou elas de mim, apenas é a conduta do ser humano, existem hábitos, e esses hábitos não precisam ser entendidos. Apenas realizados.
Todas as pessoas andam iguais e cinza. Cinza não, eu gosto do cinza. Talvez estejam todas amarelas por fora, brilhantes, mas quando abrem a boca o cheiro de potrificação de seu interior é insuportável, a menos que você esteja tão podre quanto elas.
As vezes me pego pensando no passado, tentando fazer com que ele volte. Mas logo modifico meu pensamento. O passado era bom porque passou, enquanto eu vivi ele eu não era tão feliz. A felicidade sempre foi e sempre será apenas momentos que passarão. Graças ao bom deus! Afinal quando a felicidade permanece em mim, eu me torno como as outras pessoas amarelas fosforecentes: idiota e podre.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
desvaneios
Frente a casa de minha avó, do outro lado da estrada há uma floresta densa, com apenas uma pequena trilha , com árvores altas e escuras de copas frondosas, com outras plantas menores parecendo se apoiar nas mais fortes. Bom.. pelo menos assim que eu me lembro. Quando pequena eu temia muito aquela floresta. Uma vez entrei mais além do que tive coragem, espírito adolescente querendo ser maior que o medo. Um silêncio incrível fazia la dentro eu me recusava a tirar o olhar da trilha, puro medo. Medo de me perder, medo de cair,visto que manter equilíbrio nunca foi uma coisa muito fácil pra mim.
Quando o silêncio dominava tudo, vi um grande tronco caído no meio da minha trilha. Me sentei ali e me virei de frente para o caminho de onde viera. Os únicos sons naquele lugar era do vento passando nas copas muito acima da minha cabeça e de poucos pássaros que eu não conseguia enchergar. Fiquei bom tempo deslumbrando o silêncio e minha falsa coragem de ir tão longe. Observei que a floresta havia escurecido mais, e ouvi um barulho parecendo chuva em algum lugar, mas não me molhava, talvez por causa das árvores. Me levantei para voltar procurando a trilha, por um momento eu não encherguei mais a trilha e o desespero tomou conta de mim a ponto de eu conseguir ouvir meu coração descompassado. Talvez pelo próprio medo meus olhos não me permitissem enchergar perfeitamente a trilha, era como se houvessem várias pequenas trilhas na minha frente. Mas o orgulho era forte. Apesar da grande vontade de correr pra encontrar a luz apenas caminhei rápido para frente. Senti que estava demorando mais do que o tempo que levei para entrar na floresta , o caminho errado talvez!? Mas quando acelerei mais o passo quase correndo , consegui ver a claridade entre alguns toncos mais a frente. E finalmente consegui ver a casa de minha avó. Não contei a ninguém onde estava, nem o que aconteceu. Cresci com vontade de voltar até a floresta e ir mais longe, passar mais tempo sozinha com meus desvaneios.
Nunca deixei de ter medo, nem de cair, nem de estar sozinha, nem do escuro, nem da chuva, nem animais, monstros, humanos... mas enfrento todos. Ao menos com minha falsa coragem, me engano muito bem.
Quando o silêncio dominava tudo, vi um grande tronco caído no meio da minha trilha. Me sentei ali e me virei de frente para o caminho de onde viera. Os únicos sons naquele lugar era do vento passando nas copas muito acima da minha cabeça e de poucos pássaros que eu não conseguia enchergar. Fiquei bom tempo deslumbrando o silêncio e minha falsa coragem de ir tão longe. Observei que a floresta havia escurecido mais, e ouvi um barulho parecendo chuva em algum lugar, mas não me molhava, talvez por causa das árvores. Me levantei para voltar procurando a trilha, por um momento eu não encherguei mais a trilha e o desespero tomou conta de mim a ponto de eu conseguir ouvir meu coração descompassado. Talvez pelo próprio medo meus olhos não me permitissem enchergar perfeitamente a trilha, era como se houvessem várias pequenas trilhas na minha frente. Mas o orgulho era forte. Apesar da grande vontade de correr pra encontrar a luz apenas caminhei rápido para frente. Senti que estava demorando mais do que o tempo que levei para entrar na floresta , o caminho errado talvez!? Mas quando acelerei mais o passo quase correndo , consegui ver a claridade entre alguns toncos mais a frente. E finalmente consegui ver a casa de minha avó. Não contei a ninguém onde estava, nem o que aconteceu. Cresci com vontade de voltar até a floresta e ir mais longe, passar mais tempo sozinha com meus desvaneios.
Nunca deixei de ter medo, nem de cair, nem de estar sozinha, nem do escuro, nem da chuva, nem animais, monstros, humanos... mas enfrento todos. Ao menos com minha falsa coragem, me engano muito bem.
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